´Td de bom p vc. Xau, bju!´, ´Blz, t+! A gtn se fla por aki. Bjaum!´ Entendeu? Não! Então, é bom começar a estudar o ´internetês´. Para muitos, pode parecer assustador, mas essa é a realidade de parte dos textos na internet. A nova forma de escrever começou nas salas de bate-papo e, hoje, está em quase todos os ambientes da rede: e-mails, comentários em blogs, na mania nacional ´orkut´ e nos programas de conversa online, onde reina absoluta.
A internet trouxe, além de inúmeras facilidades, um jeito particular de comunicação escrita. Os internautas, principalmente os mais jovens, usam códigos. Esses usuários, a despeito de qualquer regra gramatical, criaram um festival de neologismos, aboliram pontuação, acentuação, uniram e encurtaram palavras. Tudo isso em nome da praticidade tão associada à rede mundial de computadores e ao tempo curto para desenvolver, simultaneamente, inúmeras atividades na web.
Para dominar a técnica, o mais recomendado parece ser mesmo o treino. Uma pessoa sem intimidade com essa linguagem ´pod fkar s intendê mta coisa´. No internetês, uma palavra pode ganhar várias maneiras de ser escrita. O usuário tem várias opções, por exemplo, para mandar um simples beijo: bjim, bjaum, bju, bjo, bj, :* ... Que tal tentar marcar um programa? ´Vamu pgar 1 cine no fds´ ou ´vc pod vim aki em ksa?´ Traduzindo, há alguém fazendo um convite para ´ir ao cinema no final de semana´ e chamando para ´fazer uma visita em casa´. As palavras diretamente ligadas ao caso também ganharam denominações próprias, a internet é carinhosamente chamada de ´net´ e o computador de ´pc´ (abreviação de personal computer).
Até para pedir ajuda divina há um jeitinho especial. Clamar ´pelo amor de Deus´ se resolve com um ´pelamorde´. ´Meu Jesus Cristo´? ´Mózezuiscristim´. O tão usado ´Ave-Maria´ virou ´Aff´.
Essa forma prática e original de comunicar tem amantes e inimigos. Muitos educadores acreditam que a tendência pode afetar o uso da Língua Portuguesa pelas gerações futuras. O professor do Curso de Letras da UFC Alber Uchoa diz que sempre haverá novas formas de comunicação e que não há como impedir o contato ou a influência entre quaisquer formas de falar ou escrever.
Entre os internautas, também há uma parcela que detesta ´gnt q iskrevi axim´. A estudante de jornalismo Caroline Avendaño , 21 anos, diz ter alguns amigos que não suportam o ´internetês´. Mas para ela, não há problemas em usar a língua virtual. ´Sou totalmente a favor, todo mundo tem direito de escrever do jeito que quiser´, afirma.
A também estudante Sara Maués, 13 anos, conta que já teve problemas nas atividades escolares devido ao uso excessivo da linguagem da rede. ´É bom para usar na internet, fora dela pode causar problemas´. Para o professor Uchoa, ´quem tiver competência para ensinar, saberá valer-se da escrita típica dos gêneros com os alunos´.
Prejudicial ou não, o ´internetês´ é uma técnica que tende a crescer. Segundo a E-Consulting, o Brasil tem 25 milhões de internautas. E, de acordo com pesquisa do Ibope/NetRating, os brasileiros ficaram, em julho do ano passado, em média, cerca de 16h e 54min conectados, ou seja, somos a população que passa mais tempo na internet no mundo. Fica claro que a web e sua linguagem são coisas cada vez mais presentes no cotidiano brasileiro. É difícil prever as conseqüências da escrita virtual, mas é possível afirmar que para se comunicar será necessário, pelo menos, conhecê-la.
Fonte: Verdes Mares
Internetês
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O internetês é uma linguagem surgida no ambiente da Internet, baseada na simplificação informal da escrita, com o objetivo principal de agilizar a digitação. Consiste numa codificação que utiliza caracteres alfanuméricos.
Usada inicialmente apenas para IRC (Internet Relay Chat), essa linguagem tem vindo a ser adotada em telemóveis (celulares), fóruns da Internet e, por vezes, até no correio electrónico(E-mail). Algumas pessoas não conseguem dissociá-la da língua formal e a usam inclusive na escrita em papel.
As abreviações, símbolos próprios e uma diversidade de recursos que invadem a rede são as principais características encontradas nas mensagens que utilizam esta linguagem. Porém, essa ‘customização’ do português à internet vem sendo criticada e tenta ser eliminada por lingüistas puristas, que acreditam na descaracterização do português devido ao uso desses recursos. Outros estudiosos, contudo, não acreditam nesta possibilidade, caso o usuário tenha uma base estudantil sólida e saiba o que utilizar nas situações dadas. O internetês não possui nenhuma regularidade, por isso cada pessoa pode fazer as abreviações de modo diferente. As abreviações:
* São utilizadas devido à necessidade de comunicação com cada vez mais pessoas ao mesmo tempo, ou mesmo pela utilização de diversos recursos virtuais, além da conversação, que é, ainda, dificultada por ser feita através da digitação.
* As modificações baseiam-se, ainda, na linguagem oral, expressando as palavras por sua sonoridade. Essa característica busca trazer ao diálogo uma maior impressão de realidade, pois as palavras ganham inúmeras formas, de acordo com a intenção do locutor.
Usada inicialmente apenas para IRC (Internet Relay Chat), essa linguagem tem vindo a ser adotada em telemóveis (celulares), fóruns da Internet e, por vezes, até no correio electrónico(E-mail). Algumas pessoas não conseguem dissociá-la da língua formal e a usam inclusive na escrita em papel.
As abreviações, símbolos próprios e uma diversidade de recursos que invadem a rede são as principais características encontradas nas mensagens que utilizam esta linguagem. Porém, essa ‘customização’ do português à internet vem sendo criticada e tenta ser eliminada por lingüistas puristas, que acreditam na descaracterização do português devido ao uso desses recursos. Outros estudiosos, contudo, não acreditam nesta possibilidade, caso o usuário tenha uma base estudantil sólida e saiba o que utilizar nas situações dadas. O internetês não possui nenhuma regularidade, por isso cada pessoa pode fazer as abreviações de modo diferente. As abreviações:
* São utilizadas devido à necessidade de comunicação com cada vez mais pessoas ao mesmo tempo, ou mesmo pela utilização de diversos recursos virtuais, além da conversação, que é, ainda, dificultada por ser feita através da digitação.
* As modificações baseiam-se, ainda, na linguagem oral, expressando as palavras por sua sonoridade. Essa característica busca trazer ao diálogo uma maior impressão de realidade, pois as palavras ganham inúmeras formas, de acordo com a intenção do locutor.
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